segunda-feira, 15 de julho de 2013

Trabalhar a "Panturrilha" diariamente, subindo e descendo escadas, caminhando meia hora ou mesmo fazendo exercício específico, é importantíssimo para promover um bom retorno venoso. Os "Gastrognêmios" nome científico das "Panturrilhas" precisam ter força, para empurrar o sangue das pernas!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Relato sobre Curso Técnico de Nível II, realizado em Maceió 2013

Em 2012, iniciei um trabalho de iniciação ao voleibol com várias meninas de 8 a 10 anos. Ao participar do curso de Treinadores de nível II, em maio de 2013 em Maceió, me deparei com a afirmação do Prof. Hugo Gustavo Franco Sant’Ana (AL), de que não se deve iniciar especificamente com o voleibol nesta idade, visto que a criança precisa, na sua aprendizagem motora e cognitiva, praticar a Iniciação Pré-desportiva, ou seja, realizar uma passagem por diversos esportes, e não somente aprender o voleibol, este que deve ser iniciado aos 11 ou 12 anos, segundo o professor, que argumentou também, que a criança que inicia precocemente a prática de apenas um esporte, tende a abandoná-lo ainda na tenra idade. Citou como único exemplo de atleta que iniciou a jogar aos 8 anos e encerrou a sua carreira após os 25 anos, a jogadora IDA, que representou a seleção Brasileira por diversas vezes, como jogadora de meio. Concluindo, encaminhei as minhas meninas para a iniciação pré-desportiva, e dentro de 3 anos, retornarei ao trabalho específico, caso elas ainda demonstrarem interesse em jogar Voleibol!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Água fria ou chá quente?

Tomar chá quente após as refeições ajuda o estômago a digerir mais rápido os alimentos, pois para realizar este trabalho, o aparelho digestivo necessita aquecer-se primeiro,ou seja, trabalhar aquecido. Se vc ingerir água gelada após as refeições o estômago para realizar a digestão, vai ter que aquecer-se primeiro o que demanda uma boa queima calórica e auxilia no emagrecimento! Fonte- Dr Pierre Dukan, autor do livro "Eu não consigo emagrecer."

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Óleo de Coco

Boa noite. Algumas pessoas estão fazendo uso do óleo de coco como auxiliar no emagrecimento. Este óleo contém um tipo de gordura conhecido como Triglicerídeo de Cadeia Média, fonte de energia para os músculos durante a atividade física.isto nada tem a ver com o efeito termogênico ( aceleração do metabolismo basal - gasto calórico em repouso) e consequente perda de peso. O óleo de coco não emagrece. Como o produto possui 9 calorias por grama, poderá fazer a pessoa engordar!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Resultados da pesquisa sobre Jogar voleibol após os 50 anos - Dissertação de Mestrado 2009-2011

Bom dia.
Demorou mas saiu. Resultados da pesquisa que realizei entre 2009 e 2011 intitulada "A influência da continuidade da prática do Voleibol no imc e na qualidade de vida de mulheres ex-atletlas". Publiquei aqui em primeira mao em forma de artigo, porem bem resumido, sem as tabelas, mas com as conclusoes e discussao dos resultados.

A INFLUÊNCIA DA CONTINUIDADE DA PRÁTICA DO VOLEIBOL NA
COMPOSIÇÃO CORPORAL E NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES EX-ATLETAS


RESUMO

O voleibol hoje não se limita mais a prática somente em escolas, clubes e seleções por atletas jovens. Estes atletas de alto rendimento, ao envelhecerem, tendem a seguir jogando, ignorando os efeitos de anos de treinamento intenso e desafiando o corpo a superar as conseqüências deste fato, buscando manter uma boa saúde física e mental. O presente trabalho teve como objetivo verificar se a continuidade da prática do voleibol em mulheres, ex-atletas de alto rendimento, com mais de 50 anos, exerce efeito positivo no índice de massa corporal e na qualidade de vida. Tratou-se de um estudo transversal, com 57 mulheres, saudáveis, divididas em dois grupos: (G1), 29 mulheres ex-atletas de voleibol de alto rendimento, ainda praticantes do esporte, (Idade de 54,3 ± 4,3 anos), e (G2) 28 mulheres ex-atletas de voleibol de alto rendimento que pararam de jogar e não mais praticaram nenhum esporte (idade 56,3 ± 6,3 anos). Foram avaliados: o índice de massa corpórea (IMC), a razão cintura quadril (RCQ), o peso, a estatura a composição corporal e a percepção de qualidade de vida (PQV). Os dados da amostra demonstram que entre G1 e G2 houve diferença significativa no IMC sendo média  desvio padrão (G1= 23,4  2,3 P=,043 e G2= 24,9  3,02 Kg/m² respectivamente e p=,047); O percentual de gordura apresentou diferença significativa (G1= 19,8  9,2 e G2= 33,057  6,1% p=,000). O G1 apresentou valores significativamente maiores de massa magra quando comparado ao G2 (54,1  7,1 e 45,8  5,7 Kg P=,000). Quanto à PQV, o grupo G1 apresentou estatisticamente melhores resultados quando comparado ao G2, no aspecto capacidade funcional, (G1= 92,9  8,9 e G2= 81,9  12,3% p=,000).


1 INTRODUÇÃO
Durante décadas, a pratica de atividade física não era aconselhada à mulher, pois se acreditava que o exercício era impróprio para elas, prejudicando a reprodução e, desta forma, desviando a mulher de seu destino social e genético. Na busca pela igualdade, no século XIX, as reivindicações das feministas eram relativas à necessidade da inclusão das mulheres na vida pública (Guimarães 2005).
No setor esportivo no Brasil, as mulheres, na maioria das vezes, de famílias de origem européia, especialmente alemã, começaram a participar de atividades físico-desportivas em clubes na década de 1920 (Mourão, 2003).
O ano de 1927 foi o marco inicial para as atividades físicas femininas no Clube Fluminense, coincidindo com a inauguração do seu ginásio esportivo palco para a formação das primeiras equipes femininas de voleibol. (Gomes,1998).
Com a criação do primeiro Campeonato Sul-Americano em 1951, patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), as mulheres brasileiras foram incentivadas a participarem de treinamentos que resultaram na formação da equipe que representou à seleção brasileira de voleibol feminino, onde o lazer e a educação deixavam de ser o centro das disputas e o alto rendimento se impunha como a nova forma de jogar, embora ainda com um caráter amador.
Essas intervenções direcionaram o jogo do voleibol para o mundo e em 1964, foi aceito como uma das modalidades esportiva a ser disputada num dos maiores eventos esportivos do mundo, as Olimpíadas (Bojikian, 1999).
O esporte de alto rendimento é pautado na comparação direta e análise objetiva de performances através da valorização do resultado. Tais características apontam para uma prática voltada à constante busca pela melhora do desempenho atlético e competitivo, exigindo grande dedicação dos praticantes, condições estruturais e materiais de treinamento, o que indica um ambiente profissional (Bracht, 1997).
O voleibol hoje não se limita mais a prática somente em escolas, clubes e seleções por atletas jovens. Estes atletas de alto rendimento, ao envelhecerem, tendem a seguir jogando, ignorando os efeitos de anos de treinamento intenso e desafiando o corpo a superar as conseqüências deste fato, buscando manter uma boa saúde física e mental, o que caracteriza a busca pela excelência na qualidade de vida.
Segundo a visão aristotélica, a vida com qualidade referia-se aos sentimentos relacionados à felicidade, realização e plenitude.
O termo qualidade de vida passou a ser utilizado, desde que a Organização Mundial da Saúde redefiniu o conceito de saúde e incorporou a noção de bem-estar físico, emocional e social, desencadeando uma discussão a respeito da possibilidade de medir o bem-estar (Diniz; Schor, 2005).
O conceito de promoção de saúde é o foco mais relevante da avaliação da qualidade de vida, no âmbito da Saúde, centrando-se na “capacidade de viver sem doenças ou de superar as dificuldades dos estados ou condições de morbidade” (Minayo, 2000).
Há evidências de que a atividade física está constantemente associada a melhoras significativas nas condições de saúde, controle de diversas patologias comuns da modernidade (por exemplo, doenças coronarianas, diabetes e obesidade) e, principalmente, na aptidão funcional de idosos. (Sebastião, 1997).

1.3 MÉTODOS
Para este estudo, foram utilizados dois grupos de mulheres ex-atletas de voleibol de alto rendimento, com mais de 50 anos sendo um grupo de 29 mulheres ainda em atividade (Idade de 54,3  4,3 anos), participantes de treinos de duas horas duas vezes por semana e competições nos finais de semana, e um grupo controle de 28 mulheres ex-atletas de voleibol de alto rendimento que não praticam mais nenhum esporte, há 10 anos no mínimo (idade 56,3  6,3 anos) .
G1 - Grupo de Atletas ainda em atividade: A coleta de dados foi realizada no Campeonato Brasileiro Feminino 50 anos, na cidade de Fortaleza, no mês de Setembro de 2009, e no Open Brasil Master de Voleibol, em Saquarema RJ, em Novembro de 2009.
G2 - Grupo Controle: A coleta de dados foi feita em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte, entre Setembro de 2009 a Maio de 2010.
As mulheres que concordaram em participar da pesquisa e atenderam os critérios de inclusão, assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido baseado no item IV das Diretrizes e Normas Regulamentadoras para a Pesquisa em Saúde, do Conselho Nacional de Saúde (Resolução 196/96) (Anexo 1). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Metodista –IPA, sob o número de Protocolo CEP 278/2009.
Estas mulheres também preencheram um questionário - anamnese de caráter excludente, para verificar se as elas foram realmente atletas de alto rendimento, se às que pararam de jogar o fizeram há dez anos ou mais, se praticavam algum outro esporte, se estavam aptas para o teste de bioimpedância (Anexo 5).
A composição corporal nos dois grupos foi avaliada pela técnica de Bioimpedância, que consiste em um método de alta precisão que possibilita medir os percentuais de gordura que estão na região subcutânea e entre os órgãos, massa magra e água corporal, através de dois pares de eletrodos adesivos colocados na mão e no pé direito do examinado, procedimento que permite que uma corrente elétrica de baixíssima intensidade e imperceptível passe pelo corpo. Os critérios para este procedimento, constantes no manual, consistem em:
1- Não ingerir bebidas alcoólicas no dia do teste
2- Não tomar corticóides ou diuréticos 24 horas antes do teste;
3- Estar em repouso duas horas antes do teste
4- Não fazer refeições pesadas duas horas antes do teste.
5- Não possuir implantes metálicos no corpo;
6- Não usar anéis, pulseiras ou colares metálicos durante o teste.
O aparelho utilizado foi um analisador de bioimpedância, de marca Biodynamics, modelo BIA310E (Heyward, 2004).
O IMC (Índice de Massa Corpórea) foi calculado através da fórmula proposta por Quételet em que o peso em quilogramas é dividido pelo quadrado da estatura em metros, representado pela fórmula que segue, sendo que o resultado tem como classificação de Baixo peso um IMC<18,00; Peso normal um IMC entre 18,00 e 25,00; Sobrepeso um IMC entre 25,00 e 30,00 e Obesidade um IMC > 30,00.
Kg/m²
Para medir o peso das mulheres, foi utilizada uma balança digital da marca Sanny.
Para medir a altura das mulheres, foi utilizada uma trena da marca Plena.
Para se obter as medidas das circunferências da cintura e quadril, (RCQ) Razão Cintura Quadril, a atleta ficou em posição ereta, com o abdômen relaxado, braços ao lado do corpo, com os pés unidos e seu peso igualmente sustentado pelas duas pernas. Para a circunferência da cintura, a extremidade da última costela foi primeiramente localizada e marcada com a ponta de uma caneta.
A crista ilíaca foi então palpada na linha média axilar e também marcada. Uma fita métrica foi então posicionada horizontalmente na linha média entre a extremidade da última costela e a crista ilíaca e mantida na posição ao redor do abdômen sobre o nível da cicatriz umbilical, para que houvesse a leitura da circunferência, no milímetro mais próximo.
A circunferência do quadril foi tomada pelo ponto de maior circunferência sobre a região glútea, com a fita mantida em plano horizontal, sem pressionar os tecidos moles. (Anexo 4).
Fórmula:

RCQ = circunferência da cintura / circunferência do quadril

Para identificar a percepção de qualidade de vida foi utilizado como ferramenta, o questionário Short Form-36 (SF-36), traduzido para o português e validado por Ciconelli (1997), instrumento genérico constituído por 36 itens, englobados por 8 componentes: capacidade funcional (10 itens); aspectos físicos (4 itens); dor (2 itens); estado geral de saúde (5 itens); vitalidade (4 itens); aspectos sociais (2 itens); aspectos emocionais (3 itens); saúde mental (5 itens); e mais uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e a de um ano atrás. Cada componente varia de zero a cem, sendo o zero o pior escore e cem, o melhor escore (Anexo 3).
A aplicação dos questionários, foi feita durante os campeonatos, quando as atletas estavam em horários de folga entre os jogos. Para o grupo controle, o questionário foi aplicado em dia e hora marcada pela pesquisadora, ou pela entrevistada.


2. RESULTADOS

2.1 CARACTETÍSTICAS GERAIS DA AMOSTRA

Os dados descritivos da amostra (apresentados como média  desvio padrão) demonstraram que entre (G1 e G2) houve diferença significativa no Índice de Massa Corpórea (IMC), Percentual de Gordura e Peso de Massa Magra, sendo (G1= 23,2  2,4 G2= 24,9  3,0 Kg/m²); (G1= 22,0  9,2, G2= 33,0  6,1%) e (G1=51,8  5,9 e G2=45,8  5,7Kg) respectivamente. Quanto à percepção de qualidade de vida, o grupo (G1) apresentou estatisticamente melhores resultados quando comparado a (G2) no aspecto Capacidade Funcional, onde (G1= 93,8  9,7 e G2= 81,9  12,3).

Na correlação entre os grupos, observou-se que no grupo de mulheres que ainda jogam voleibol, (G1), o peso de massa magra teve influência positiva sobre o estado geral de saúde, enquanto que no grupo das mulheres que pararam de jogar, (G2), o peso de massa magra e a taxa metabólica basal, apresentaram resultado inversamente relacionado ao estado geral de saúde. Apesar de não ter apresentado uma correlação forte, é interessante, pois no G1 este resultado foi positivo e no G2 foi negativo.

3- DISCUSSÃO DOS DADOS
Este estudo mostrou, que as mulheres com mais de 50 anos, ex-atletas de voleibol de alto rendimento, que continuam praticando o esporte, apresentaram maior percentual de massa magra e maior taxa metabólica basal, quando comparadas ao grupo de mulheres que pararam de jogar.
Observou-se que no (G2), o estado geral de saúde está inversamente relacionado a taxa metabólica basal e ao percentual de massa magra, o que pode demonstrar que o sedentarismo acelere o processo da perda de massa muscular, diminua a taxa metabólica basal, e por conseqüência promova um aumento no percentual de gordura corporal.
Neste grupo, (G2) o percentual de massa magra e a taxa metabólica basal, estava inversamente relacionada com o estado geral de saúde, o que talvez justifique, na percepção de qualidade de vida, melhores resultados no G1, quanto a este aspecto, que no questionário SF-36, relaciona-se a ser tão saudável quanto qualquer pessoa e a percepção de sentir-se em excelente estado de saúde.
Talvez esteja nestes resultados, a explicação do fato de que o IMC entre os dois grupos tenha apresentado diferença significativa. O (G1) apresentou maior percentual de massa magra, por conseqüência, maior quantidade de água (os músculos armazenam 70% da água corporal) e o (G2), apresentou menor percentual de massa magra, menor quantidade de água, e maior percentual de gordura.
Um estudo feito no Departamento de Biologia e Evolução da Universidade de Ferrara na Itália, analisou e comparou as características antropométricas e fisiológicas de 146 jogadores aposentados do voleibol de elite da Itália, com jogadores ainda em atividade.
Todos os atletas submeteram-se a medidas de antropometria padrão, IMC, dobras cutâneas, altura, altura sentado, função cardio-respiratoria (capacidade vital, capacidade vital forçada, volume expiratorio forçado em 1s; pressão sanguínea, preensão, e função cognitiva (tempos de reação simples visuais e auditiva).
Os parâmetros da composição corporal foram estimados através das medidas antropometricas. Os dados do estilo de vida foram coletados por questionários.
Os resultados mostraram que os jogadores aposentados apresentaram um maior IMC, percentual de gordura e menor percentual de massa magra que os jogadores ainda em atividade.
Este estudo salientou o desempenho particular de jogadores aposentados em funções cognitivas. Além disso, confirma que um estilo de vida ativo tem efeitos benéficos nos perfis biológicos da idade de atletas aposentados.
Esta pesquisa mostrou que o exercício físico não só tem efeitos benéficos no aspecto funcional, mas também, melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias. Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuam um processamento cognitivo mais rápido. (Zaccagni L., et al., 2008)
No presente estudo, os resultados estatísticos sugerem também que o grupo de mulheres que ainda jogam voleibol, (G1) obteve melhores resultados no aspecto Capacidade Funcional que relaciona-se a capacidade do indivíduo de executar atividades rigorosas, que exigem muito esforço, tais como correr, levantar objetos pesados, participar em esportes árduos, atividades moderadas, tais como mover uma mesa, passar aspirador de pó, jogar bola, varrer a casa, levantar ou carregar mantimentos, subir vários lances de escada, curvar-se, ajoelhar-se ou dobrar-se, andar mais de 1 quilômetro e tomar banho ou vestir-se, quando comparados aos resultados das mulheres que pararam de jogar, (G2).
Estes resultados confirmam neste trabalho, a hipótese de que a continuidade da prática do voleibol tem influência positiva na composição corporal, e na qualidade de vida de mulheres ex-atletas de alto rendimento, que ainda praticam regularmente o esporte.
Um estudo feito na Austrália, analisou três grupos de mulheres cuja finalidade era examinar a qualidade de vida relacionada com a saúde, vitalidade e aspectos emocionais na vida destas mulheres, contrastando os esportes de clube, a ginástica localizada, e a caminhada, utilizando o questionário SF-36 em 818 mulheres que vivem em zona rural. Os dados foram comparados também com os de uma amostra normativa de 2345 mulheres.
O estudo mostrou que os resultados relacionados à vitalidade e aspectos emocionais foi significativamente melhor no grupo de mulheres que praticavam esportes de clube do que os outros dois grupos estudados.
A conclusão deste estudo foi de que a participação em esportes de clube pode realçar os benefícios de saúde não só física, como também a saúde mental. (Eime R. M. et al., 2007)
O voleibol é um esporte coletivo, na maioria das vezes praticado em clubes, sendo ou não de alto rendimento. Isto envolve relacionamento social intenso, o que favorece a integração.
No presente estudo, também foi utilizado o questionário SF 36, e os resultados para Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental, foram positivos, nos dois grupos, o que sugere que o esporte coletivo ou o esporte de “clube” como citado na pesquisa acima, pode ser responsável pelo alto índice de satisfação dos praticantes.
Observou-se neste estudo, que, mesmo as atletas do (G2), que pararam de jogar, apresentaram resultados semelhantes e positivos em aspectos relacionados à qualidade de vida, vitalidade, aspectos sociais, estado geral de saúde, saúde mental, quando comparados ao (G1) (Tabela 1),.
Estes resultados exibem a importância da prática regular de esportes tanto na juventude, quanto em idade mais avançada, para a preservação da saúde geral do indivíduo, pois mesmo ao aposentar-se da prática de alto rendimento, características positivas de saúde física e mental, permanecem nas esferas biológicas do ex-atleta.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Esta vai para quem pratica a Natação.

Boa noite. Eu costumo nadar 2x por semana, moderadamente durante uma hora. Outro dia, resolvi colocar o frequencímetro, para ter uma idéia de quantas calorias eu queimaria nadando. Pois qual não foi a minha surpresa ao perceber que depois de uma hora nadando eu havia queimado apenas 250 Kcal?? Nos treinos de volei, queimo em média 400 kcal/hora, então achei pouco o que queimei nadando. Fui para os livros. É o seguinte, o cálculo é diferente, pois na água tudo muda, até o batimento, e temperatura do corpo, entre outras químicas.

Uma pessoa de 1.80cm nadando moderadamente gasta em média 3 litros de Oxigênio/min. Cada litro de O², equivale a 5 kcal. Então 3x5=15kcal/min x 60 (tempo que nadei)= 900kcal, porém, temos que diminuir 80 Kcal deste resultado, que seria a quantidade queimada em repouso, se você ficasse uma hora sentada numa cadeira durante uma hora. Então, eu queimei 900 - 80 = 820 Kcal. (um monte né?) Agora, você pode calcular a sua, pode fazer uma média.

Outro exemplo: Uma pessoa de 1.75, nadando moderadamente gasta em média 2,5 litros de oxig./min. Então serão 12,5 Kcal/litro. Esta pessoa nada 30min. Então 12,5x30 - 40 (Kcal repouso) = 335 Kcal em meia hora de nado.

Os litros de O² foram calculados pela média de uma pessoa de 1.80 cm, nadando moderadamente durante 30 min. através do seu Vo2 máximo.

Fonte: Katch Katch e McArdle - Fisiologia do Exercício

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sobre fazer exames de mama periódicamente

Boa tarde!

O assunto de hoje, é "Exame de mama". Muitos médicos, ao pedirem exames de mama aos seus pacientes, pedem apenas a mamografia, quando deveriam pedir SEMPRE a Ecografia mamária também. Alguns tumores são tão imperceptíveis, se localizam em regiões da mama de tão difícil acesso, que somente com a ecografia mamária é possível detectá-los em fase ainda não invasiva. Então, faça exames periódicos, e peça a Mamo e a Eco mamária sempre!

Um grande abraço a todas!

Amanhã colocarei aqui na íntegra, o os resultados do trabalho de pesquisa de mestrado realizado com as mulheres do voleibol!