quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Minha Banca de Mestrado

A banca da minha defesa, foi composta pela minha Orientadora, Professora Alessandra Peres - Doutora em Biologia do Envelhecimento Humano - PUCRS, Professor Jerri Luis Ribeiro, Doutor em Fisiologia do Exercício- UFRGS; e pela Professora Susana Hubner Wolff, Doutora em Ciências do Movimento Humano - UFSM -RS.

Eu gostaria de deixar registrado aqui, um agradecimento especial à minha Co - orientadora, Professora Doutora Maristela Padilha, Doutora em Fisiologia do Exercício, pela atenção e dedicação atribuida ao meu trabalho desde o início.

Dia 08 de Dezembro de 2010 o dia em que me tornei Mestre em Reabilitação e Inclusão

Este dia vai ficar na minha história, e vai ficar na história de todas as jogadoras de voleibol que participaram desta minha conquista, e os resultados que obtive com este trabalho, eu vou compartilhar com todas as mulheres que lerem isto, pois jogar voleibol, faz bem, faz muito bem, não só para o corpo, mas para a vida de quem pratica!

Hoje, eu ainda estou cansada, pois foi uma hora e meia entre a apresentação para a banca e a defesa, e finalmente o veredicto!

Amanha, com calma, publicarei os resultados aqui, para que todas as jogadoras e ex-jogadoras saibam, que mesmo aquelas que pararam de jogar, ainda preservam muitas das capacidades funcionais adquiridas no esporte!

Um a boa noite e mais uma vez obrigada!

sábado, 23 de outubro de 2010

Sobre os benefícios de não parar de jogar voleibol

Boa noite a todos!

Escrevendo a minha dissertação, encontrei na literatura uma pesquisa interessante, feita na Itália, com um grupo de jogadores ativos comparados aos jogadores já aposentados. Leiam a seguir, um trecho do meu trabalho em que consta esta pesquisa.

Um estudo feito no Departamento de Biologia e Evolução da Universidade de Ferrara na Itália, analisou e comparou as características antropométricas e fisiológicas de 146 jogadores aposentados do voleibol de elite da Italia, com jogadores ainda em atividade. Todos os atletas submeteram-se a medidas de antropometria padrão, IMC, dobras cutâneas, altura, altura sentando, função cardio-respiratoria (capacidade vital, capacidade vital forçada, volume expiratorio forçado em 1s; pressão sanguínea), força de músculo sistólico e diastólico, (força do aperto de mão), e função cognitiva (tempos de reação simples visuais e auditiva). Os parâmetros da composição corporal foram estimados através das medidas antropometricas. Os dados do estilo de vida foram coletados por questionários. Os resultados mostram que os jogadores aposentados diferem dos jogadores atuais em diversos traços antropométricos e fisiológicos.
Este estudo sublinha o desempenho particular de jogadores aposentados em funções cognitivas. Além disso, confirma que um estilo de vida ativo tem efeitos benéficos nos perfis biológicos da idade de atletas aposentados. (Zaccagni L., Onisto L., Gualdi-Russo E., 2008)
Esta pesquisa reforça o fato de que o exercício físico não só tem efeitos benéficos no aspecto funcional, mas também, melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias. Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido.
Este resultado vêm incrementar a gama de resultados positivos neste tipo de pesquisa, já que no meu trabalho os resultados estatísticos sugerem também que o grupo de mulheres que ainda jogam voleibol, após os 50 anos, obteve melhores resultados no aspecto Capacidade Funcional que relaciona-se a capacidade do indivíduo de executar atividades rigorosas, que exigem muito esforço, tais como correr, levantar objetos pesados, participar em esportes árduos, atividades moderadas, tais como mover uma mesa, passar aspirador de pó, jogar bola, varrer a casa, levantar ou carregar mantimentos, subir vários lances de escada, curvar-se, ajoelhar-se ou dobrar-se, andar mais de 1 quilômetro e tomar banho ou vestir-se, quando comparados aos resultados das mulheres que pararam de jogar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sobre fazer musculação e jogar voleibol

Muitas jogadoras, que participam de treinos regulares e campeonatos, não fazem musculação. Após os 40 anos, o ser humano perde 2% de massa muscular ao ano, o que faz com que a capacidade funcional também diminua com esta perda. Fazer musculação pelo menos 2x por semana, além de minimizar a perda muscular, evita as lesões nos ombros, joelhos, costas, enfim, além de manter uma excelente postura e força, a jogadora poderá contar com anos e anos de prática sem machucar-se por falta de tônus! então, moças do voleibol, eu recomendo que todas façam musculação sempre!

Um abraço a todas e bom final de semana. Dia 3, vote certo, cuidado para não votar em candidatos que respondem a processos por serem corruptos!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nem sempre as dores são preocupantes!

Nosso corpo é composto de muito líquido, e quando o tempo está úmido, ou a pressão do ar está alta, sentimos dores. É o "calo do Pateta", que sabe quando vai chover. Portanto, não se alarme se num dia abafado, preparado para uma chuva próxima, vc sentir aquela dorzinha lombar, por exemplo. Nossos líquidos internos também se ressentem com a pressão atmosférica alta!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sobre Lombalgias

Dificilmente, consigo encontrar pelo caminho uma jogadora de vôlei Master que joga ainda ou que tenha parado, que NÃO tenha dores lombares. A maioria "BRIGA" com hérnias de disco e protusões. (Protusão = o disco sai do lugar porém não vaza, já que o disco é uma cápsula de gel, simplificando. Hérnia= O disco sai do lugar e vaza, resseca, e aí as vértebras ficam em contato umas com as outras)

Eu mesma, tenho uma "Protusão" entre L4 e L5. Dói, dói muito antes, durante e após um jogo, ou treino ou qualquer esporte que eu pratique. Como conviver?

Bem, alongar muito esta região, e os músculos posteriores das coxas, trabalhar muito os músculos abdominais e lombares, tem sido uma ótima solução. Não tem como escapar de um analgésico de vez em quando, mas pode-se conviver bem com isso, aliado a uma reeducação postural, ou seja, reaprender a sentar, levantar-se da cama, apanhar objetos no chão, carregar coisas, enfim, tudo é "planejado" antes e não se pode mais fazer de qualquer jeito!

Um abraço a todos!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sobre tomar um cafezinho após o almoço

As mulheres, por natureza, perdem Ferro à toa, todo o mês. Algumas, durante a menstruação, chegam a ficar anêmicas. Durante o climatério e a menopausa, seguem perdendo Ferro. Esta vitamina é muito importante para o organismo, e não dá para ficar desperdiçando certo? E aí, a gente toma um cafezinho todos os dias após o almoço, sem saber, que ele praticamente "BLOQUEIA A ABSORÇÃO DO FERRO PELO INTESTINO". Então, meninas, troquem o café pelo suco de laranja, este que "FACILITA A ABSORÇÃO DO FERRO PELO INTESTINO" e esperem duas horas para se deliciarem com o café!

Vejam que no homem, é diferente. O homem não tem por onde eliminar o ferro em excesso, e este elemento poderá vir a lhe causar problemas cardíacos sim! Então meninos, tomem cafezinho após o almoço!!
Fonte: (Fisiologia do Exercício - Katch Katch and McArdle)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Na pesquisa que estou realizando, já fiz avaliação com 40 mulheres que foram atletas de voleibol de alto rendimento e que continuam a jogar até hoje, e já tem mais de 50 anos, e 25 mulheres que foram atletas de alto rendimento e pararam de jogar. Tá sendo gratificante encontrar estas pessoas, cada uma com a sua história, cada uma com a sua ocupação, e todas, se prontificando, me ajudando, colaborando com esta pesquisa. Desde já eu quero agradecer a esta turma maravilhosa, chamada "MULHERES DO VÔLEI!"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Envelhecendo com saúde.

Sabe-se que em 2025, o Brasil será o sexto país idoso no mundo.
Isto significa que o sistema de saúde no Brasil, que parece que está quebrando, não irá sustentar as leis brasileiras da cidadania. Estamos falando em saúde, atendimento, qualidade de vida. Então, também já é sabido que apenas uma pequena parte da população têm dinheiro para pagar um plano de saúde.
Ficar velho, não precisa ser sinônimo de doença. Podemos evitar as doenças, de maneira simples. Caminhar meia hora por dia, praticar regularmente um esporte que nos agrade, correr, fazer musculação, nadar, comer certo, que significa "comer colorido" ou comer arroz, feijão, peixe, frango, porco ou um bife, verduras, muitas verduras, frutas, legumes, graos. Água, muita água, e o mais importante, manter o peso ideal, ser magro é ser saudável, não fumar, não cometer excessos com as bebidas alcoólicas. Enfim, parece fácil, e pode ser fácil, seu coração agradece!

Tetra Campeã


Esta equipe da SOGIPA, é Tetra Campeã Brasileira de Voleibol Master. Um time de guerreiras, todas com idade entre 42 e 48 anos, e que fizeram de toda a sua juventude, um palco de vitórias, dedicação ao esporte, defendendo camisetas de vários estados, seleções brasileira e gaúcha.